RSS

terça-feira, 13 de abril de 2010

Casa Museu Teixeira Lopes

No dia 25 e Março surgiu-nos a oportunidade de fazermos uma visita de estudo, foi-nos proposto visitar o El Corte Inglês que tornou-se importante devido à área do nosso curso.
De seguida visitamos a Casa Museu Teixeira Lopes, no âmbito da UFCD de Artes Decorativas, transformando a visita bastante enriquecedora para o meu intelecto pois não tinha conhecimento deste museu e muito menos do próprio Teixeira Lopes.
Foi-nos feito uma visita guiada por uma senhora de memória invejável que nos contou a história do escultor Teixeira Lopes.
Fiquei a saber que António Teixeira Lopes nasceu a 1866 e faleceu em 1942 e que foi um grande artista, natural de Vila Nova de Gaia e filho do escultor gaiense José Joaquim Teixeira Lopes.
Teixeira Lopes foi um intérprete admirável da dor humana, da beleza feminina e da graça infantil, notabilizando-se em todos os domínios da escultura.
Os pais de Teixeira Lopes eram naturais de S. Mamede de Ribatua e vieram para Vila Nova de Gaia como imigrantes. O seu pai, José Joaquim Teixeira Lopes, foi também um grande escultor apesar de ser mais conhecido como ceramista, uma vez que foi convidado pelo dono da Fábrica das Devesas, António Costa, para ir trabalhar com ele.
A Casa Museu foi construída em finais do século XIX e é da autoria de José Teixeira Lopes, arquitecto e irmão do mestre escultor. Foi nesta casa que Teixeira Lopes viveu e adquiriu um rico espólio de obras de arte de vários artistas que conviveram com ele.
Resolveu doar todo o seu património à Câmara de Gaia, permanecendo nesta casa até morrer. Este viveu exclusivamente para a arte e, por isso, poderemos encontrar todo o seu trabalho nesta casa .
Como consequência do fracasso do próprio casamento, não teve filhos, o que se veio a reflectir na respectiva obra, já que gostava muito de crianças.
A Casa Museu tem várias divisões, tais como: a entrada principal, o salão nobre, o quarto, o escritório, a sala de visitas e a sala de jantar. A entrada principal é denominada por Galeria, onde estão expostos móveis de Estilo Império, pinturas de vários artistas, esculturas da autoria de Teixeira Lopes e, ainda condecorações que recebia quando chegava das exposições.
Mas o salão nobre, que ligava a casa do artista à casa do pai, era a sala onde o artista fazia as festas, convidando amigos e artistas ligados ao teatro e à música, e onde pude observar quadros nos quais Teixeira Lopes foi retratado nas várias fases da vida, sempre com o mesmo semblante, dando a entender que era um homem triste e solitário.
Neste salão, encontra-se ainda a estátua de Caim, uma das grandes obras de Teixeira Lopes que serviu de tese de doutoramento.
Pela colecção de arte sacra presente no quarto percebe-se que era um homem muito religioso, o escritório, a sala de jantar, e a sala de visitas possuem ornamentos próprios da época, assim como pinturas e escultoras de vários artistas.
Neste museu existem ainda as galerias de Diogo Macedo onde estão expostas as suas obras. A Galeria divide-se em três pisos. No primeiro encontramos a colecção de Diogo de Macedo, que possui peças de arte decorativa, Arte Negra representando exemplares de várias etnias africanas, e pinturas. No segundo temos acesso a toda a obra do artista (escultura, desenho e pintura). No rés-do-chão existe uma sala para exposições temporárias.
Por último tive o privilégio de observar que no jardim existia um majestoso túmulo que seria destinado a Almeida Garrett, que acabou por não ser sepultado nele devido a problemas políticos que Teixeira Lopes tinha com a família de Garrett. No entanto, Teixeira Lopes decidiu preservar a obra colocando-a no seu jardim.

domingo, 11 de abril de 2010

FOTOGRAFIA "PINHOLE"




A elaboração de pinhole (do inglês pin hole “buraco da agulha”) é um processo simples e artesanal que consiste em fazer fotografia com uma simples caixa de sapatos.
Essa caixa deverá possuir a particularidade da tampa vedAdicionar imagemar bem, depois como primeiro passo com tinta de spray preta pintamos todo o seu interior como se fosse uma câmara escura.
Numa das extremidades da caixa faz-se um pequeno buraco, de seguida coloca-se um pedacinho de alumínio que irá ser furado com uma agulha fina, este furo será tapado com um pedaço de cartão para impedir a luminosidade de entrar na caixa visto que está deverá estar completamente vedada. Devemos ter em atenção se não existe nenhum outro ponto por onde a luminosidade externa possa entrar para além do orifício já feito, se por ventura isto acontecer teremos que tapar com fita isolante.
No momento escolhido para a captação da imagem teremos que ter em conta as condições atmosféricas para pudermos calcular o tempo de exposição para a obtenção da foto, sendo o resultando dependente das condições atmosféricas e do tempo de exposição.
Antes de escolher o plano a ser fotografado coloca-se papel fotográfico, no interior da caixa, sem esquecer que este material é sensível à luz portanto, o carregamento da câmara deve ser feito num local seguro e escuro para que não danifique o mesmo, em seguida retira-se o cartão que está a tapar o buraco da agulha e deixa-se exposto durante uns breves segundos.
Posteriormente a estes processos passa-se à fase de revelação que deverá ser num local bastante escuro só com a presença de uma luz vermelha, retiramos então o papel fotográfico da caixa e passamos-lo por vários líquidos para a obtenção do nosso negativo, praticamente vê-se o resultado ao passar pelo primeiro líquido (revelador), depois coloca-se o papel fotográfico a secar, após estar seco à que trabalhar no negativo para transforma-lo numa incrível fotografia.
Devo confessar que sempre ouvi falar nesta técnica mas fui sempre muito céptica com o seu resultado, a minha primeira experiência, não correu bem visto que não obtive nenhum desfecho, já na segunda tentativa o meu cepticismo caiu por terra pois constatei a fotografia pinhole é realmente uma certeza e funciona
.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

Horóscopo del día para Tauro

mensagens momentos magicos

RecadosOnline - Encontre muito mais Sabedoria em nosso site. Clique aqui!



carregar imagens

RecadosOnline - Confira já as mais belas mensagens para Sabedoria! Confira aqui!



letras com trevo

RecadosOnline - Faça o inusitado! Envie recados de Colagem!

domingo, 27 de dezembro de 2009

A nossa infância

Todos nós que nascemos nos anos 60/70 e princípios de 80 não deveríamos ter sobrevivido até hoje, porque as nossas caminhas de bebé eram pintadas com cores bonitas, em tinta à base de chumbo, que nós muitas vezes lambíamos e mordíamos.
Não tínhamos frascos de medicamentos com tampas “à prova de criança” ou fechos nos armários e podíamos brincar com panelas. Quando andávamos de bicicleta não usávamos capacete. Quando éramos pequenos viajávamos em carros sem cintos de segurança ou airbaigs, viajar à frente era um bónus. Bebíamos água da mangueira do jardim e não da garrafa e sabia bem. Comíamos batata frita e pão com manteiga e bebíamos gasosa com açúcar, mas nunca engordávamos porque andávamos sempre a brincar lá fora. Partilhávamos garrafas e copos com os amigos e nunca morremos disso. Passávamos horas a fazer carrinhos de rolamentos depois andávamos a grande velocidade pelo monte abaixo, para só depois nos lembrarmos que nos esquecemos de montar os travões. Depois de acabarmos num silvado aprendíamos.
Saíamos de casa de manhã e brincávamos o dia todo, desde que estivéssemos em casa antes de escurecer. Estávamos incontactáveis e ninguém se importava com isso. Não tínhamos playstation, Xbox, nada de 40 canais de televisão, filmes de vídeo, home vídeo, telemóveis, computadores, DVD, chat na Net. Tínhamos amigos que se os quiséssemos encontrar íamos à rua. Jogávamos ao elástico à barra e à bola. Caíamos das árvores, cortávamo-nos e até ossos partíamos, sempre sem processos de tribunal. Batíamos às portas dos vizinhos e fugíamos e tínhamos mesmo medo de ser apanhados. Íamos a pé para casa dos amigos. Íamos a pé para a escola; não esperávamos que a mamã ou o papá nos levassem. Criávamos jogos com paus e bolas.
Se infringíssemos a lei era impensável que os nossos pais nos safassem. Eles estavam do lado da lei.
Esta geração produziu os melhores inventores e desenrascados de sempre. Tínhamos liberdade, fracassos sucessos, responsabilidades e aprendemos a lidar com tudo.
A maioria dos jovens de hoje, nunca ouviu “WE ARE THE WORLD”e “UPTON GIRL”. Nunca ouviram falar de Rick Astley, Banana rama ou Blinda Carlisle. Para eles sempre houve uma Alemanha e um Vietname.
A sida sempre existiu, os CDS sempre existiram, o Michel Jackson sempre foi branco. Para eles o John Travolta sempre foi redondo e não conseguem imaginar que aquele gordo fosse um dia um Deus da dança. Acreditam que missão impossível e Charlies Angel são filmes do ano passado.
Não conseguem imaginar a vida sem computadores ou sem telemóveis.
Não acreditam que houve televisão a preto e branco. A nossa infância foi muito feliz à nossa maneira.

sábado, 26 de dezembro de 2009